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Esperamos contar com seu engajamento e disposição para mudar nossa associação, com propostas, críticas e sugestões. É preciso ouvir o juiz. É preciso dar oportunidade para que seja coletada a real vontade dos magistrados para uma AMATRA verdadeiramente DEMOCRÁTICA.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

TEMOS QUE DERRUBAR MUROS E CONSTRUIR PONTES

As juízas e os juízes do trabalho, integrantes da CHAPA “RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA” lançam a proposta de construção de um projeto coletivo para a Associação Regional e para a nossa instituição, o Poder Judiciário e em especial ao TRT8.
Fruto de grande reflexão ao longo de meses, vimo-nos chamados a propor um novo olhar, uma nova prática associativa. Neste amplo debate, queremos fomentar a construção de um projeto de trabalho de base e, ao mesmo tempo, de agregação.
Temos ouvido constantes manifestações de insatisfação, tais como: ofensas à instituição TRT 8, de tão honrada tradição; receio de manifestar abertamente insatisfações e sofrer represálias; receio de manifestar-se politicamente na fase do estágio probatório, para não correr o risco de reprovação; tratamentos diferenciados quanto ao deferimento de pedidos; alguns juízes titulares contam sempre juízes auxiliares e outros não; alguns juízes substitutos quase nunca saem da Vara de lotação referencial em Belém, enquanto outros são constantemente designados para várias Comarcas; alguns juízes conseguem fácil liberação para eventos e outros não; em caso de atraso de sentença, alguns são cobrados com rigor e outros tem suas justificativas facilmente aceitas, etc... enfim, temos muitos porquês e necessitamos de repostas!
Aqui não se trata apenas de uma associação, de um trabalho profissional. Somos membros de Poder que deve se pautar sempre pelo princípio democrático, transparente e ético.
Nesse sentido é que nos propomos a abrir um canal de comunicação, fomentar idéias, conclamar a união e por fim, mas não menos importante resgatar o RESPEITO e a DIGNIDADE nas relações associativas e institucionais.
Nossa proposta SE ASSENTA NA DEMOCRACIA, NO RESPEITO E NA DIGNIDADE.
Pensamos que a atuação institucional da AMATRA deve ter como meta principal a absoluta transparência nas ações, fundada especialmente na consulta aos juízes do trabalho.
Para Morgana Richa, Conselheira do CNJ, "ao conjunto dos associados cabe o direito-dever de pautar a ação da entidade, que deve ser 'representativa' da vontade dos associados, não daquilo que estabelece o corpo dirigente. É preciso ouvir o juiz. É preciso dar oportunidade para que seja coletada a real vontade dos magistrados. Para se ter um 'projeto' é preciso submetê-lo previamente à aprovação coletiva. Sem isso, não se tem democracia, não se tem, verdadeiramente, uma 'associação'."
Seguindo essa linha de raciocínio, é que queremos contar com o engajamento de todos os associados para aperfeiçoar ainda mais as propostas de atuação.
Há um apelo, portanto, para que os juízes e juizas participem desta iniciativa ajudando na organização, divulgando as ideias, apresentando opiniões, críticas, sugestões.
Só assim será construída uma AMATRA verdadeiramente DEMOCRÁTICA.
Contamos com o apoio de todos, de modo que o programa final efetivamente represente a vontade da magistratura trabalhista regional.
Como apregoado pelo Presidente da República, nossa tarefa coletiva é construir pontes, unir. Jamais separar.

Contamos com a sua participação.
"RESISTENCIA DEMOCRÁTICA"

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